Ele não se contentou em apenas olhar, ele tinha que sentir... Ele Também não se contentou em apenas sentir, ele tinha de ser... Ele precisava mesmo que por poucos segundos, deixar sua mente e corpo livres, precisava se desprender dos pelos de seu rosto e voltar a ser menino. Precisava correr, precisava voar, precisava se molhar.
E foi isso que ele fez, saiu de seu quarto quente e sentiu a chuva cair em sua cabeça. Nem ligou para o frio momentâneo, nem deu bola para toda a água que deixava úmido até os seus ossos. Nesse momento ele se sentiu vivo, nesse momento ele teve paz.
"Existem momentos em nossa vida
onde coisas aparentemente sem importância
machucam
talvez não por elas mesmas
mas pelo que elas trazem de lembranças e frustrações
pela incerteza de si próprio
pela inferioridade que a muito foi guardada e hoje explode e grita
e agora
como ignorar algo que nunca me deixou?"
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro." ... O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"
O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!
É bom olhar pra dentro, é ótimo. Você acorda de suas ilusões, presta muita atenção em tudo que é bom pra você de verdade, e principalmente, aprende a colocar os pés no chão.
O tempo sempre coloca as coisas no lugar, e nos faz seguir a vida, algumas vezes tropeçamos em coisas que não esperávamos e, olhem, essas coisas podem ser bem melhores do que poderíamos imaginar
As asas que sempre quis, não consegui, e nunca conseguirei, pois sou um simples ser terrestre e limitado, todavia, mesmo sobre longos caminhos, coloquei meus pés de novo na estrada, e caminhar tem me feito muito bem
Foi bom olhar pra dentro, foi ótimo tentar limpar tudo, pois descobri que já não tenho tantos anseios por respostas, já não necessito tanto de uma explicação, preciso apenas viver, olhar e principalmente sentir.
É algo muito agradavel, deixar de usar mascaras, e ver que o mundo não lhe rejeita tanto quanto você esperava, e é otimo poder tentar fazer as coisas que se quer, sem novamente, ter de engolir o que pensa ou quer, apenas para agrados alheios
Se a faxina já acabou? Eu diria que não. Creio que ainda há muito a ser limpo, polido ou construído, mas já estou conseguindo enxergar a cor das paredes e do chão e não são tão feias quanto eu sempre imaginei
Alguns fantasmas ainda tentam se fazer presentes e impor terror, mas se tornam cada dia mais disformes e silenciosos.
Se eu já descobri quem sou ou o que quero? De maneira alguma. Desconfio que essas perguntas me acompanharão pelo resto da vida, mas por hora, tudo caminha por trilhos reluzentes, sem maiores dificuldades e com um clima agradavel.
Minha paz, minha guerra... Este sou eu. Sou uma busca incessante pelo que não existe e ao não encontrá-lo, a frustração me engole, e a cada frustração, mergulho mais fundo na procura do nada que quero, com menos possibilidade de encontrar e com menos chance de desistir. Minha guerra é contra mim, e eu estou perdendo. Minha paz só pode vir de dentro, mas de dentro só saem chamas e fumaça. Minha vida, portanto, tem de se resumir ao exterior, a importância com os outros, com a paz e o sorriso dos outros, fazendo delas a minha paz, delas os meus sorrisos. Porque dentro é tudo muito escuro e empoeirado. Talvez seja isso, talvez eu precise de uma boa faxina, me ausentar de tudo e todos, entrar nessa sala escura, acender a luz, colocar tudo pra fora, doar o que não me serve mais, emprestar o que não uso no momento, jogar fora o que esta quebrado ou é inútil a todos, tirar o pó de tudo que é reutilizável, lavar, limpar, varrer, polir, mudar, iluminar, e se preciso for, destruir e reconstruir. Por hora, começar com a fachada, pintando-a, repaginando-a, tentando não mascarar desta vez, tentando usar o que se tem dentro pra melhorar por fora.
Preciso de tempo, preciso de dedicação. E tenho de fazer isso sozinho.
Acho que o maior dos problemas é não saber qual é o problema. O maior dos problemas é se ver cada dia menor, cada dia pior, cada dia mais hipócrita e não saber por que, e não saber como começou, não saber onde isso vai parar.
Acho que nesse momento de indecisão, é onde vejo a ferida exposta, é onde a carne sangra, e talvez, seja nesse momento em que percebo que sim, que eu sei o que é, mas insisto em esconder, de mim mesmo, por proteção ou algo assim... Espero que por proteção.
não a mais o que fazer, a ferida foi exposta, minha mascara fracassou, e agora esta caida em algum canto por ai.
Porem, como me proteger de uma auto-rejeição, como sentir que sou o que dizem que sou, se eu não sou aquilo que vêem em mim. Como curar uma ferida tão infeccionada?
Eu não vou prometer, não vou jurar, não vou usar de palavras, não posso fazer isso, pois um dia ja fiz e de nada adiantou, nada impediu o sofrimento e todas as palavras ditas não construiram bases, e nem mantiveram os sentimentos por alem do que eles foram mantidos por si proprios.
A algum tempo, desisti de fazer planos, desisti de criar metas, ter objetivos ou sonhos...
Depois do primeiro tiro, o maior medo é tomar outro, depois do primeiro tombo, o maior medo é não resistir ao proximo, depois de tantas amarguras, o maior medo é o medo do novo.
Sou um tiro no escuro, sou uma aposta, sou uma loucura... Porem, espero que essa loucura se torne sensata, essa aposta se torne tentadora, e a luz se faça presente.
Espero que as feridas se fechem, espero criar asas, espero nesse verão, fazer Sol.
"A vida revela-se ao mundo como uma alegria. Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos. A morte não pode ser verdade enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano."
Essa mascara de pessoa feliz um dia ira cair, sei que vai... Essa cara de sorrisos e risadas, um dia se cala e se fecha, e o que posso fazer? Por hora continuar sorrindo, e criando sorrisos, rindo e criando risadas, quem sabe, criando, cultivando, irei colher o suficiente para o resto amargurado de uma vida sem caminho, que encontra em dentes e lábios um bom motivo pra acordar.
O medo, a derrota, depois de certo tempo viram rotina, depois de certo tempo não é mais algo tão pesado a se carregar, depois de certo tempo ninguém mais tira isso de você. A saudade e a solidão, depois de certo tempo também viram rotina, e sabe o que mais me estressa? a maldita rotina, que persiste em tornar meus dias longos e mais distantes de objetivos, que persiste em deixar a magoa tomar conta do meu ser todas as noites e como café frio, desce amargando a garganta. Depois de um certo tempo de rotina, você não sente mais falta das pessoas, porque como um amigo fiel você tem a esperança, e coitadinha é a ultima a morrer. Assim como não se tem certeza do que é certo, não confia na verdade e morre sozinha deitada no canto da sala.
Hoje não falo sobre nossas atitudes ou nossa (in)consciência. Falo de nossa natureza física, a nossa incapacidade de voar com estas asas tão providas de talento, essas asas, com que criamos peças finas, obras de arte e até aviões, porem mesmo nos colocando no ar, nos impedem de voar, nos impedem de sermos livres no mundo, nos impedem de quebrarmos distancias e darmos descanso a nossos pés
Eu queria voar, queria não poder ter unhas ou anéis, queria apenas voar, queria não pegar, construir, destruir, queria apenas voar, para o horizonte perseguir, voltar apenas se quiser, ir apenas onde se quer, ver tudo aquilo que se quer ver, e apenas voar.
Queria ter nascido diferente, queria ter vivido diferente, tido experiências diferentes e uma cabeça diferente, para assim, fazer tudo igual já fiz até hoje e quem sabe nesse universo paralelo, todas estas coisas tenham dado certo
Talvez, eu seria alguém que tentei ser, ou nem iria querer ser tal coisa. Talvez eu e você estivéssemos juntos, ou talvez nem tivéssemos nos conhecidos. Talvez o tempo não fosse passar e no passado eu ficaria, apenas como uma lembrança. Talvez o tempo correria, e assim de nada eu teria tirado proveito.
Talvez e apenas talvez eu tenha nascido em outro lugar, e outra vida tivesse vivido. Talvez nesta vida outros amigos, outras relações, outros pensamentos, talvez tudo fosse melhor, talvez tudo tenha sido infinitamente pior.
Queria ter nascido diferente, queria ter vivido diferente... Para assim, fazer tudo igual já fiz.
"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela
termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está
todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer
primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,
até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você
trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder
aproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara pra
faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira
criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um
bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus
últimos nove meses de vida flutuando....E termina tudo
com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
É estranho sim, eu sei, eu mudei, você mudou, mas mudar hábitos não é mudar a essência. Eu ainda sou a pessoa que você conheceu e nunca deixarei de ser, só não vivo da mesma maneira que vivia e só tenho outros planos (ou melhor, agora não tenho planos) apenas vivo a vida, só indo, da forma com que a natureza me chama.
Não que eu tenha deixado de fazer o que queria enquanto estive ao seu lado, mas sim que meus quereres mudaram (como, cantei para ti um dia: “o meu querer, é complicado demais”), o que eu queria ou não queria antes, o que eu gostava ou não gostava antes, mudou sim, admito, mas isso não faz de mim um estranho, ou pelo menos, isso não deveria me tornar um irreconhecível.
Por um lado eu digo: Ainda sou eu. Por outro eu admito: Eu não sei na verdade quem eu sou.
Um bom banho, algo para beber e qualquer mente se torna mais lúcida. Ou pelo menos eu acredito ter alguma lucidez nesse emaranhado de ligações e conexões que minhas idéias insistem em provocar.
Já não tento pincelar beleza em minhas palavras (se é que um dia elas tiveram), apenas as expulso de mim, como um gato expulsa uma bola de pelos que lhe incomoda a garganta.
E estas palavras vêm sempre com um ponto torto no fim, aquele ponto em gancho (talvez seja essa a sua verdadeira função, a de deixar palavras em ganchos ou idéias penduradas) este ponto que aparentemente é o mais odiado e estamos sempre tentando nos ver livre dele, este ponto, claro, é a interrogação.
Entre estas perguntas freqüentes (quem sou? o que sinto? para quem? e por quê?) algumas outras mais pontuais, chamam a atenção de meus pensamentos, onde, quase todas envolvem as pessoas que me circundam e quais são os meus sentimentos por elas, e como todas estas interrogações permanecem, decidi deixá-las para outro momento
Porem, uma porção importante de minhas interrogações, vem de mãos dadas com os pensamentos sobre a minha função vital, e é neste ponto onde meus sentimentos se perdem junto com essas interrogações, é neste ponto em que vejo o monstro desprezível da auto-critica extrema, que a cada dia me olha nos olhos e pede para que eu deixe de tentar, pois a inutilidade de minhas mãos se encarregará de fazer com que tudo de errado, também é neste ponto onde sinto ódio e amor, tristeza e alegria, ciúme e desapego, tudo emaranhado a pergunta que mais me faço na vida.
Quando a mente se blinda e a boca se cala, escondem-se coisas que deveriam ser no mínimo discutidas. Um aperto no peito, um solavanco no estomago e pronto, foi novamente engolido tudo o que deveria ser dito. Afinal, não tem mal algum no que se tem a dizer, ou será que tem? Se não tem, por que não podemos logo dizer? Se tiver, por que (seja lá o que isso for) insistiu em aparecer? Como a muito tempo faço, deixo novamente as perguntas sem respostas, voltando-me novamente para os pensamentos(e são muitos). Só sei que minha vida anda bagunçada, muita coisa se foi, muita coisa veio, e pouco faz sentido.
Eu sei de tudo que eu não quero, e ainda estou tentando descobrir tudo que quero (se é que eu tenho o direito de querer alguma coisa, claro). Por hora, vivo com o objetivo de criar sorrisos, esconder feridas e ensinar a voar, afinal, voar é algo simples, devemos apenas cair e errar o chão.
Sinto sede.
Mas não levo minhas mãos até a água da fonte.
Sinto fome.
Mas não mordo o pão que me é oferecido.
Pergunto-me o porquê de tanta covardia;
o porquê de tanto medo.
Não sei o que pensar.
Só sei que continuo com sede...
continuo com fome...