quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Momentos de paz!




Ele não se contentou em apenas olhar, ele tinha que sentir... Ele Também não se contentou em apenas sentir, ele tinha de ser... Ele precisava mesmo que por poucos segundos, deixar sua mente e corpo livres, precisava se desprender dos pelos de seu rosto e voltar a ser menino. Precisava correr, precisava voar, precisava se molhar.
E foi isso que ele fez, saiu de seu quarto quente e sentiu a chuva cair em sua cabeça. Nem ligou para o frio momentâneo, nem deu bola para toda a água que deixava úmido até os seus ossos. Nesse momento ele se sentiu vivo, nesse momento ele teve paz.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quem sou eu?




Eu sou a palavra do hipócrita. Sou o calar do sábio.
Sou a peregrinação do velho, sou a energia do jovem.
Sou a ignorância, sou a sagacidade. Sou a fé e a descrença.
Sou partilha, sou confiança. Sou a partida e a lembrança.
Sou a mão e o braço. Sou o pé e o pontapé.
Sou a manhã e o crepúsculo. Sou o véu e o couro.
Sou o doce e o amargo. Sou a cura e o veneno.
Esse sou eu, milhões em um, um em um milhão.
Este sou eu, e ao mesmo tempo sou oposto.
A pura hipocrisia de um ser de palavra!