terça-feira, 5 de junho de 2012

A historia de um trovador




Esta é a historia de um trovador
Que certa vez decidiu se esconder do amor
Ele sempre o descrevia com temor
Alguns diziam que era pavor
Outros convictos de que era dor
Temia que tudo isso fosse apenas amargor
Mas este esperançoso senhor
Sabia que apesar de tão assustador
O amor é muito mais do que todo esse clamor
Ele é fogo, paixão e ardor
É poema, melodia e flor
Seu maior desejo é voltar a sentir tal sabor
Comer desta fruta e beber deste licor
E assim encontrou uma maneira de se recompor
E todos os dias após o alvor
Ele escolhe ser autor
Para assim seu sentimento expor.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Fragmentos





As produções de nossas predestinações
As vivencias de nossas verdades que sobrepujam as dores almaticas
O devir expressado em catarses diárias
As filosofias de um pássaro sem pena ou pesar
As dores de amores que tenho
Os perjúrios que insistem em me estapear
A dualidade das sensações e expressões
O apelo da pele e do peito
Fragmentos de uma coalizão que insiste em ser colisão
Tudo em uníssono guardado em uma gota salgada.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A natureza em sonho


A chuva cai, molhando a areia já seca pelo recuo.
A chuva cai, balançando as folhas das arvores.
Banhando os prédios e vias.
Mas a chuva não para a cidade.
A chuva não para a estrada que insiste em subir o morro.
A chuva não faz com que o som do violino de rua, se torne audível.
A chuva não traz a natureza intrínseca a ela.
O sonho da natureza continua a ser vendido.
Enquanto a natureza se torna cada dia mais um sonho.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Por que escrevo?




Escrevo para me alegrar, escrevo para me expor, escrevo para curar a dor;
Escrevo para aliviar meus sentimentos, escrevo pelos meus alentos;
Escrevo para curar feridas, historias e vivencias perdidas;
Escrevo para mim, escrevo por mim, escrevo até que minhas palavras se esgotem e minha vida tenha um fim;
Escrevo com paixão, sem pretensão de que gostem ou não.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

E assim creio!




Eu acredito no amor, eu vivo e sinto o amor.
Eu acredito na compaixão, eu sinto e transmito compaixão.
Eu acredito na justiça, eu luto e espero por justiça.
Eu acredito na bondade, eu pratico e vejo a bondade.
Eu acredito no perdão e na partilha.
Eu acredito na união e no mutualismo.
Eu acredito em você, eu acredito em mim.
Enquanto um acreditar não se tornar um creditar, assim o respeitarei.
Minhas crenças não são crenças, meus princípios não são fé
Eu acredito em tudo que vejo de bom em nós e em nosso mundo.
Eu só não acredito em Deus.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Lagrimas em pó






Socos e Histeria...
Entre goles amargos e tragos sufocantes...
Lagrimas em pó que teimosamente se escondem atrás de um espelho sobre o armário...
Motivando o sertanismo das emoções antes vivas...
A maquiagem do palhaço não borra, mas seu coração se desacelera a cada minuto...
A vida se esvai antes da iluminação e o caminho se perde na escuridão...
Pouco faz sentido, os sentidos se perdem junto a delongas inúteis... 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro²




Essa mascara de pessoa feliz um dia ira cair, sei que vai... Essa cara de sorrisos e risadas, um dia se cala e se fecha, e o que posso fazer? Por hora continuar sorrindo, e criando sorrisos, rindo e criando risadas, quem sabe, criando, cultivando, irei colher o suficiente para o resto amargurado de uma vida sem caminho, que encontra em dentes e lábios um bom motivo pra acordar.

Repostagem by Nicolas Cruz

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alegria!



Feliz? Não. Mas não estou infeliz
 A felicidade é algo momentâneo, assim como a tristeza, é algo passageiro que nos toma de assalto e nos invade, tomando conta de nossas emoções e sentidos. Porem, a alegria, esta sim, faz parte de nossa essência. Podemos ser alegres até na tristeza, podemos ser alegres até quando não encontramos a felicidade, porém, nunca a encontraremos sem a alegria.
Essa tal alegria, não tem formula, não tem ocasião ou ação especifica, todos a possuímos, só precisamos aprender a enxergá-la em tudo que observarmos.
Ela cura a dor da tristeza? Não! Mas ajuda a não disseminá-la

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Apenas algo azedo!




Meio litro de suco de maracujá sem açúcar, um limão, fumaça e eis todo o azedume da existência.
É esse sou eu, fazendo uma associação entre um copo de suco e um cigarro com a inércia do cotidiano.

Tentando encontrar um pouco de comicidade em uma polpa de fruta, tentando desviar as transmissões neurais com um gole de algo azedo e um trago de algo sufocante.
Um gole, um trago e nada muda, mesmo que se queira.
Mesmo que a procura de um porto ou apenas um destino não seja saciada com tais consumações, as usamos, tornando-as muletas que não nos carregam transformando-as em  tampões que de nada adiantam para calar os gritos e lamentações que o transformam em um ser inerte, inútil e incapaz