quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Minha paz e minha guerra.


Minha paz, minha guerra... Este sou eu. Sou uma busca incessante pelo que não existe e ao não encontrá-lo, a frustração me engole, e a cada frustração, mergulho mais fundo na procura do nada que quero, com menos possibilidade de encontrar e com menos chance de desistir. Minha guerra é contra mim, e eu estou perdendo. Minha paz só pode vir de dentro, mas de dentro só saem chamas e fumaça. Minha vida, portanto, tem de se resumir ao exterior, a importância com os outros, com a paz e o sorriso dos outros, fazendo delas a minha paz, delas os meus sorrisos. Porque dentro é tudo muito escuro e empoeirado. Talvez seja isso, talvez eu precise de uma boa faxina, me ausentar de tudo e todos, entrar nessa sala escura, acender a luz, colocar tudo pra fora, doar o que não me serve mais, emprestar o que não uso no momento, jogar fora o que esta quebrado ou é inútil a todos, tirar o pó de tudo que é reutilizável, lavar, limpar, varrer, polir, mudar, iluminar, e se preciso for, destruir e reconstruir. Por hora, começar com a fachada, pintando-a, repaginando-a, tentando não mascarar desta vez, tentando usar o que se tem dentro pra melhorar por fora.
Preciso de tempo, preciso de dedicação. E tenho de fazer isso sozinho.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E tudo se quebrou.



Acho que o maior dos problemas é não saber qual é o problema. O maior dos problemas é se ver cada dia menor, cada dia pior, cada dia mais hipócrita e não saber por que, e não saber como começou, não saber onde isso vai parar.
Acho que nesse momento de indecisão, é onde vejo a ferida exposta, é onde a carne sangra, e talvez, seja nesse momento em que percebo que sim,  que eu sei o que é, mas insisto em esconder, de mim mesmo, por proteção ou algo assim... Espero que por proteção.
não a mais o que fazer, a ferida foi exposta, minha mascara fracassou, e agora esta caida em algum canto por ai.
Porem, como me proteger de uma auto-rejeição, como sentir que sou o que dizem que sou, se eu não sou aquilo que vêem em mim. Como curar uma ferida tão infeccionada?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tiro no escuro


Eu não vou prometer, não vou jurar, não vou usar de palavras, não posso fazer isso, pois um dia ja fiz e de nada adiantou, nada impediu o sofrimento e todas as palavras ditas não construiram bases, e nem mantiveram os sentimentos por alem do que eles foram mantidos por si proprios.
A algum tempo, desisti de fazer planos, desisti de criar metas, ter objetivos ou sonhos...
Depois do primeiro tiro, o maior medo é tomar outro, depois do primeiro tombo, o maior medo é não resistir ao proximo, depois de tantas amarguras, o maior medo é o medo do novo.
Sou um tiro no escuro, sou uma aposta, sou uma loucura... Porem, espero que essa loucura se torne sensata, essa aposta se torne tentadora, e a luz se faça presente.
Espero que as feridas se fechem, espero criar asas, espero nesse verão, fazer Sol.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tua missão foi cumprida, obrigado Batian!




"A vida revela-se ao mundo como uma alegria. Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos. A morte não pode ser verdade enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano."


By Tagore

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.



Essa mascara de pessoa feliz um dia ira cair, sei que vai... Essa cara de sorrisos e risadas, um dia se cala e se fecha, e o que posso fazer? Por hora continuar sorrindo, e criando sorrisos, rindo e criando risadas, quem sabe, criando, cultivando, irei colher o suficiente para o resto amargurado de uma vida sem caminho, que encontra em dentes e lábios um bom motivo pra acordar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dispersa*




O medo, a derrota, depois de certo tempo viram rotina, depois de certo tempo não é mais algo tão pesado a se carregar, depois de certo tempo ninguém mais tira isso de você. A saudade e a solidão, depois de certo tempo também viram rotina, e sabe o que mais me estressa? a maldita rotina, que persiste em tornar meus dias longos e mais distantes de objetivos, que persiste em deixar a magoa tomar conta do meu ser todas as noites e como café frio, desce amargando a garganta. Depois de um certo tempo de rotina, você não sente mais falta das pessoas, porque como um amigo fiel você tem a esperança, e coitadinha é a ultima a morrer. Assim como não se tem certeza do que é certo, não confia na verdade e morre sozinha deitada no canto da sala.


By Lúrian K.
http://luriank.tumblr.com/


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Entre mãos e asas.




Como odeio a natureza humana.
Hoje não falo sobre nossas atitudes ou nossa (in)consciência.  Falo de nossa natureza física, a nossa incapacidade de voar com estas asas tão providas de talento, essas asas, com que criamos peças finas, obras de arte e até aviões, porem mesmo nos colocando no ar, nos impedem de voar, nos impedem de sermos livres no mundo, nos impedem de quebrarmos distancias e darmos descanso a nossos pés
Eu queria voar, queria não poder ter unhas ou anéis, queria apenas voar, queria não pegar, construir, destruir, queria apenas voar, para o horizonte perseguir, voltar apenas se quiser, ir apenas onde se quer, ver tudo aquilo que se quer ver, e apenas voar.

Tudo Diferente



Queria ter nascido diferente, queria ter vivido diferente, tido experiências diferentes e uma cabeça diferente, para assim, fazer tudo igual já fiz até hoje e quem sabe nesse universo paralelo, todas estas coisas tenham dado certo
Talvez, eu seria alguém que tentei ser, ou nem iria querer ser tal coisa. Talvez eu e você estivéssemos juntos, ou talvez nem tivéssemos nos conhecidos. Talvez o tempo não fosse passar e no passado eu ficaria, apenas como uma lembrança. Talvez o tempo correria, e assim de nada eu teria tirado proveito.
Talvez e apenas talvez eu tenha nascido em outro lugar, e outra vida tivesse vivido. Talvez nesta vida outros amigos, outras relações, outros pensamentos, talvez tudo fosse melhor, talvez tudo tenha sido infinitamente pior.
Queria ter nascido diferente, queria ter vivido diferente... Para assim, fazer tudo igual já fiz.