Minha paz, minha guerra... Este sou eu. Sou uma busca incessante pelo que não existe e ao não encontrá-lo, a frustração me engole, e a cada frustração, mergulho mais fundo na procura do nada que quero, com menos possibilidade de encontrar e com menos chance de desistir. Minha guerra é contra mim, e eu estou perdendo. Minha paz só pode vir de dentro, mas de dentro só saem chamas e fumaça. Minha vida, portanto, tem de se resumir ao exterior, a importância com os outros, com a paz e o sorriso dos outros, fazendo delas a minha paz, delas os meus sorrisos. Porque dentro é tudo muito escuro e empoeirado. Talvez seja isso, talvez eu precise de uma boa faxina, me ausentar de tudo e todos, entrar nessa sala escura, acender a luz, colocar tudo pra fora, doar o que não me serve mais, emprestar o que não uso no momento, jogar fora o que esta quebrado ou é inútil a todos, tirar o pó de tudo que é reutilizável, lavar, limpar, varrer, polir, mudar, iluminar, e se preciso for, destruir e reconstruir. Por hora, começar com a fachada, pintando-a, repaginando-a, tentando não mascarar desta vez, tentando usar o que se tem dentro pra melhorar por fora.
Preciso de tempo, preciso de dedicação. E tenho de fazer isso sozinho.







