quarta-feira, 22 de junho de 2011

Interrogações e ponto final.



Procurando entender, procurando respostas.
Sentimentos ou sensações? Sem sentido ou sem caminho?
O que me falta ou o que me sobra, pois quando faltam números, sobram letras.
O tempo já se foi, o lugar continua, quando o lugar se move, não sei se foi ele ou se foi eu
O que eu vejo, seria exatamente aquilo que todos vêem?
São visões ou visitas? Próximos ou sucessores? Vivos...?
Se perder pelo caminho nos mostra, pelo menos, a existência de um caminho
Ou será que vivemos apenas errantes em longos campos verdes, sem começo meio ou fim?
Ser uma casca é mais do que ser alguém vazio e ao mesmo tempo é o mesmo que não se tem nada a oferecer
O que temos a oferecer? O que eu tenho a oferecer? O que posso chamar de MEU ou apenas de EU?
O que? Por quê? Como?  Ahhhhh. Chega de perguntas.
Quer saber... Eu não quero mais saber. Chega de procurar, chega de tentar entender.
Por hoje eu não quero mais saber. Por hoje eu nem quero ver. O amanha fica pra amanha e as perguntas eu deixo sem respostas

De hoje em diante, só vai.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O tempo ao vento!!!



E vão-se as horas, minutos e suspiros,
Vai-se o tempo, a vida e o verão,
Chega o inverno, seco e de curtos dias,
Onde nos faltam o ar e o andar.
O tempo se foi, voou com o vento, sem deixar vestígios
Foi ao sul ou ao norte? Eu não vi.
O que nos sobra é o espaço, por onde este tempo corre,
Este espaço, onde vemos nosso caminho,
Sem saber se este vai contra o sul ou contra o norte.


domingo, 12 de junho de 2011

Sinto vergonha de mim!!!


Sinto vergonha de mim!
“Por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
‘Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

By Rui Barbosa
Interpretação: Rolando Boldrim
Contribuição ao post: Edson Roberto 
http://dinhoed.tumblr.com/

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Posso Voar??



Belos pássaros...
Vejo-os de minha janela roubando frutas e cantando sem medo...
Tão livres...  Tão sozinhos... E mesmo assim cheio de cores e cantos
É tão mágico vê-los voar, nos da vontade de acompanhar
Voando, plainando, sentindo o vento em nossos rostos
Tendo a sensação de ter o mundo sob nós.
Esse mundo humano, cheio de humanidade disfarçada
Quero voar, para bem longe, para onde as correntes de ar me levem.
Quero sentir o meu bater de asas
 Minhas penas cortando o vento e me levando pra onde mundo não é mais mundo...
Para onde o mundo, seja apenas eu e meu vôo, eu e minha liberdade.
Hei passarinho, posso voar contigo?