terça-feira, 19 de julho de 2011

Vida Injusta




"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela
termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está
todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer
primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,
até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você
trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder
aproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara pra
faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira
criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um
bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus
últimos nove meses de vida flutuando....E termina tudo
com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"


By Charles Chaplin

sábado, 16 de julho de 2011

Eu sou palhaço!

Eu sou palhaço, tu és palhaço,
ele é esperto, nós somos palhaços,
vós sois palhaços, eles são espertos

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

By Oswaldo Montenegro

domingo, 10 de julho de 2011

Aurora, com movimento

A linha móvel do horizonte
Atira pra cima o sol em diabolô
Os ventos de longe
Agitam docemente os cabelos da rocha
Passam em fachos o primeiro automóvel, a última estrela
A mulher que avança
Parece criar esferas exaltadas pelo espaço
Os pescadores puxando o arrastão parecem mover o mundo
O cardume de botos na distancia parece mover o mar.



By Vinicius de Moraes

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Irreconhecivel!

É estranho sim, eu sei, eu mudei, você mudou, mas mudar hábitos não é mudar a essência. Eu ainda sou a pessoa que você conheceu e nunca deixarei de ser, só não vivo da mesma maneira que vivia e só tenho outros planos (ou melhor, agora não tenho planos) apenas vivo a vida, só indo, da forma com que a natureza me chama.
Não que eu tenha deixado de fazer o que queria enquanto estive ao seu lado, mas sim que meus quereres mudaram (como, cantei para ti um dia: “o meu querer, é complicado demais”), o que eu queria ou não queria antes, o que eu gostava ou não gostava antes, mudou sim, admito, mas isso não faz de mim um estranho, ou pelo menos, isso não deveria me tornar um irreconhecível.
Por um lado eu digo: Ainda sou eu. Por outro eu admito: Eu não sei na verdade quem eu sou.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O fim da poesia



Um bom banho, algo para beber e qualquer mente se torna mais lúcida. Ou pelo menos eu acredito ter alguma lucidez nesse emaranhado de ligações e conexões que minhas idéias insistem em provocar.
Já não tento pincelar beleza em minhas palavras (se é que um dia elas tiveram), apenas as expulso de mim, como um gato expulsa uma bola de pelos que lhe incomoda a garganta.
E estas palavras vêm sempre com um ponto torto no fim, aquele ponto em gancho (talvez seja essa a sua verdadeira função, a de deixar palavras em ganchos ou idéias penduradas) este ponto que aparentemente é o mais odiado e estamos sempre tentando nos ver livre dele, este ponto, claro, é a interrogação.
Entre estas perguntas freqüentes (quem sou? o que sinto? para quem? e por quê?) algumas outras mais pontuais, chamam a atenção de meus pensamentos, onde, quase todas envolvem as pessoas que me circundam e quais são os meus sentimentos por elas, e como todas estas interrogações permanecem, decidi deixá-las para outro momento
Porem, uma porção importante de minhas interrogações, vem de mãos dadas com os pensamentos sobre a minha função vital, e é neste ponto onde meus sentimentos se perdem junto com essas interrogações, é neste ponto em que vejo o monstro desprezível da auto-critica extrema, que a cada dia me olha nos olhos e pede para que eu deixe de tentar, pois a inutilidade de minhas mãos se encarregará de fazer com que tudo de errado, também é neste ponto onde sinto ódio e amor, tristeza e alegria, ciúme e desapego, tudo emaranhado a pergunta que mais me faço na vida.
Qual a minha contribuição com o meu mundo?

Descarregando!

Quando a mente se blinda e a boca se cala, escondem-se coisas que deveriam ser no mínimo discutidas. Um aperto no peito, um solavanco no estomago e pronto, foi novamente engolido tudo o que deveria ser dito. Afinal, não tem mal algum no que se tem a dizer, ou será que tem? Se não tem, por que não podemos logo dizer? Se tiver, por que (seja lá o que isso for) insistiu em aparecer? Como a muito tempo faço, deixo novamente as perguntas sem respostas, voltando-me novamente para os pensamentos(e são muitos). Só sei que minha vida anda bagunçada, muita coisa se foi, muita coisa veio, e pouco faz sentido.
Eu sei de tudo que eu não quero, e ainda estou tentando descobrir tudo que quero (se é que eu tenho o direito de querer alguma coisa, claro). Por hora, vivo com o objetivo de criar sorrisos, esconder feridas e ensinar a voar, afinal, voar é algo simples, devemos apenas cair e errar o chão.
o que me pergunto sempre é, será que eu sei voar?

domingo, 3 de julho de 2011

Apenas um olhar

Tenho que deixar o mundo girar...
Tenho que deixar tudo se acalmar
Tentar prever, não me faz bem
Não pensar, esta ficando difícil
E me pergunto aqui, se isso é normal
De toda uma platéia, me sobra este único olhar
Este olhar que não é platéia, e talvez nunca seja
Nestes olhos cor de fundo de rio bravo
Sei que algo forte acontece
Mas não sei o que é, e talvez nunca saiba
Como sempre prevendo
Imagino que esta longe de ser o que eu quero
E por esse mesmo motivo, ou algo menos lógico
Deixo este olhar se perder, ja que o que ele vê, nao é o que eu queria que ele visse
Sabendo que ele nunca terá consciência de como eu o vejo!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desejos!

Sinto sede.
Mas não levo minhas mãos até a água da fonte.
Sinto fome.
Mas não mordo o pão que me é oferecido.
Pergunto-me o porquê de tanta covardia;
o porquê de tanto medo.
Não sei o que pensar.
Só sei que continuo com sede...
continuo com fome...