Eu sou a palavra do hipócrita. Sou o calar do sábio.
Sou a peregrinação do velho, sou a energia do jovem.
Sou a ignorância, sou a sagacidade. Sou a fé e a descrença.
Sou partilha, sou confiança. Sou a partida e a lembrança.
Sou a mão e o braço. Sou o pé e o pontapé.
Sou a manhã e o crepúsculo. Sou o véu e o couro.
Sou o doce e o amargo. Sou a cura e o veneno.
Esse sou eu, milhões em um, um em um milhão.
Este sou eu, e ao mesmo tempo sou oposto.
A pura hipocrisia de um ser de palavra!

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