terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sólida solidão






Sinto minha cabeça girar, o corpo fica mole, mas as mãos que deveriam... Não tremem.
Não tenho planos, não tenho fé. Por aqui venta muito e nada fica firme por muito tempo.
Momentos de paz, eu os encontro apenas sozinho.
Seria esse meu destino?
Existe mesmo um destino para cada um de nós?
Talvez flutuemos como uma pluma apenas vagando por ai ou talvez as duas coisas coexistam em harmonia, talvez...
Só sei que quando digo sozinho é sozinho mesmo, nada alem de mim e a terra, nada alem de mim e a água, nada alem de mim e as estrelas.
E essa firmeza que sinto sob meus pés, talvez seja o fenômeno que mantém minhas mãos firmes... Talvez.

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